terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Câncer Boca
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Carnaval e folia.

O carnaval chegou e com ele os abusos de álcool. As conseqüências são as mais graves possíveis. No trânsito, nos bailes, nos clubes, e até nas ruas, o uso do álcool causa problemas graves, como acidentes e brigas que elevam o número de ocorrências policiais, entradas em hospitais, aumento das vítimas e do número de crime com vítimas.
Também não podemos esquecer que a "ressaca" é outra desagradável conseqüência daqueles mais exagerados.
As bebidas alcoólicas ainda são responsáveis pela maioria dos incidentes na época de carnaval. O chamado "porre" é muito comum. A justificativa é o extravasamento de alegria ou até das tristezas. Nesta época, o motivo é o que menos importa.
Para quem pretende beber um pouquinho, algumas precauções devem ser observadas. Aquelas pessoas que têm úlcera no estômago devem redobrar os cuidados durante o carnaval. Bebidas alcoólicas não combinam com gastrites e úlceras. A velha técnica de ingerir gordura para combater os efeitos do álcool piora ainda mais a situação.
Outra atenção que deve ser tomada é na hora de escolher o que beber. Muitos não se importam e são capazes de beber qualquer coisa. Mas algumas bebidas têm índices de teor alcoólico maior que outras. A mais perigosa é a vodka, que possui cerca de 45% de álcool por litro de água. Já o uísque não fica longe. São 43% de álcool.
A famosa cerveja, que é a bebida preferida nacionalmente, tem apenas 5% de álcool por litro de água. O problema maior da cerveja é que a quantidade ingerida é infinitamente superior a de uma vodka ou de um uísque, o que iguala ou piora a situação.
Caminhos do Álcool
Quem pretende beber neste carnaval deve observar a hora de parar. O descontrole pode levar o indivíduo a um coma alcoólico. Esta é a fase de intoxicação provocada pelos excessos de bebida.
No início quando a quantidade ingerida ainda é pequena, a pessoa fica eufórica e falante. Conforme os níveis alcoólicos no sangue aumentam, há perda de controle, liberação da agressividade, a fala fica enrolada e a visão dupla. Se a ingestão de álcool for rápida e a concentração no sangue se elevar muito, instala-se uma fase de anestesia, sonolência e perda da consciência (coma).
Se você for beber, moderação é a primordial, deve-se beber lentamente. Antes de começar, alimentar-se adequadamente ajuda a evitar a gastrite alcoólica. Não misture vários tipos de bebidas alcoólicas, principalmente aquelas que têm um alto teor de álcool como vodka e uísque.
As náuseas e os vômitos também são comuns após os exageros com o álcool. Em caso de constatação de coma verifique o pulso da vítima e a coloque deitada de lado, para que, caso ela vomite, não haja aspiração para os pulmões, o que provocaria asfixia. Para a prevenção de seqüelas levar a pessoa imediatamente para um pronto-socorro ou hospital, onde terá um atendimento adequado. Um aspecto importante a destacar é com relação à glicose, que se for mantida em níveis mais altos, ajuda o indivíduo a se recuperar da "bebedeira".
Portanto, ao chegar após uma "saída", antes de dormir procure ingerir um suco adoçado com mel.
"Day After"
A ressaca é uma temida conseqüência dos excessos com o álcool. O melhor a se fazer é repousar. Ingerir bastante líquido, de preferência água ou chás de erva cidreira ou doce. Também se deve fazer uma reposição moderada de açúcar com frutas como melão e melancia. A alimentação deve ser leve como vitaminas de frutas. Um caldo de galinha, sem gordura, ajuda a alimentar sem agredir o estômago.
Os analgésicos como as aspirinas devem ser evitadas porque podem piorar a gastrite alcoólica. A velha receita de café e banho frio não adianta. O máximo que se tem, neste caso, é um bêbado limpo e acordado, nunca lúcido. Dirigir alcoolizado é perigoso para quem guia e para quem transita (veja "Acidentes automobilísticos e álcool", nesta edição da Bibliomed Saúde).
As vítimas nesta época de festa são muitas, às vezes fatais. Se você está programando beber, deixe o carro em casa e vá de táxi.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
"CARNAVAL SEGURO"
Nos últimos anos, a campanha de estímulo ao uso do preservativo no carnaval tornou-se parte fundamental da estratégia do Ministério da Saúde para o enfrentamento do HIV/aids.A campanha incentiva a adoção do uso do preservativo e, informa a praticidade, gratuidade e confidencialidade do exame de aids, sífilis e hepatite viral no serviço de saúde.
Os jovens gays de 15 a 24 anos são o principal foco da campanha do Ministério da Saúde para o carnaval deste ano, porque, de 1998 a 2010, o percentual de casos na população homossexual de 15 a 24 anos subiu 10,1%, conforme boletim epidemiológico de 2011. O conceito da campanha é: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”.
Ela será veiculada em dois momentos: a partir do dia 2, antecipando o carnaval, com alertas para o uso responsável do preservativo, e no período pós-festa, a partir do final de fevereiro, com a promoção do diagnóstico e a conscientização da necessidade da realização do teste.
A grande novidade do carnaval deste ano é um pôster dirigido às travestis. É primeira vez que o Ministério da Saúde apresenta um material específico para esse público na campanha de carnaval. Outros dois pôsteres direcionam-se aos jovens gays e à população heterossexual.
Os filmes a serem transmitidos pela TV e internet apresentam situações em que os públicos-alvo da campanha – homens gays jovens e um casal heterossexual – encontram-se prestes a ter relações sexuais sem camisinha. Em ambos os filmes, surgem personagens fantasiosos – uma fadinha, no caso do filme do casal gay, e um siri, no do casal heterossexual – com uma camisinha.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Exercícios podem melhorar humor de pacientes com doenças crônicas.

Pesquisa avaliou portadores de problemas como câncer, doenças do coração e dor nas costas. Fazer exercícios regularmente pode melhorar o humor de pessoas com doenças crônicas como câncer, problemas do coração e dor nas costas. Mas eles não fazem milagres: em média, de cada seis pessoas que praticam atividade física, uma sente melhoras.
"Há evidências de que o exercício pode prevenir a depressão, e agora há também evidência de que ele pode funcionar como um tratamento", diz Alan Gelenberg, do departamento de psiquiatria da Penn State University.
No estudo, publicado no Archives of Internal Medicine, os autores quiseram avaliar a evidência de que o treinamento pode também ajudar pessoas cronicamente doentes que não receberam o diagnóstico de depressão, mas que se sentem desanimadas.
Isso é importante porque sintomas depressivos podem fazer com que as pessoas deixem de tomar remédios, pode aumentar o uso dos serviços de saúde e reduzir a qualidade de vida, diz Matthew Herring, da Universidade do Alabama, em Birmingham.
Ele e seus colegas avaliaram 90 estudos que incluíram mais de 10 mil pessoas com problemas de saúde como câncer, doenças cardiovasculares, doença pulmonar obstrutiva crônica, fibromialgia, dor crônica e obesidade. Em cada estudo, as pessoas foram divididas em grupos em que algumas praticavam exercícios, em média, três vezes por semana, e outras não praticavam nada.
De acordo com os autores, sintomas depressivos diminuíram 22% com a atividade física. Isso é similar ao efeito sobre fadiga, ansiedade, dor, entre outros. "A magnitude do efeito do treinamento nos sintomas depressivos entre pacientes foi pequena, mas significativa", dizem os autores.
Eles dizem que a prática moderada - pelo menos 150 minutos de intensidade moderada por semana - a vigorosa - pelo menos 75 minutos de intensidade vigorosa por semana - parecem ajudar mais. No entanto, a pesquisa tem algumas lacunas. Ainda não está claro, por exemplo, como algumas pessoas com doenças crônicas conseguiriam se exercitar na intensidade suficiente, e muitos participantes realmente desistiram dos estudos.
Também não está claro por quanto tempo os efeitos duram, quanto exercício e qual o tipo funciona melhor - treinamento aeróbico como corrida ou caminhada ou exercícios de força. "O que não sabemos é mais do que o que sabemos", diz Gelenberg. Mas ele deve ser feito de maneira correta e cuidadosa.
Ele diz que essas pessoas que se sentem deprimidas deveriam se exercitar de acordo com as diretrizes médicas e consumir uma dieta saudável. "Eu gostaria de sugerir que esses pacientes cedam a alguns prazeres saudáveis: pessoas, livros, caminhadas, sentar em um lugar bonito. Se eles ainda se sentem deprimidos, sugiro atenção profissional para considerar psicoterapia ou medicamentos.
Fonte: estadão.com.br
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
24 de Janeiro Dia Mundial do Hanseniano

Uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais sobre os sintomas, diagnóstico e tratamento de uma das doenças mais antigas da história da Medicina acontece hoje. A data, em todo o planeta, é lembrada como o Dia Mundial do Hanseniano. Se no passado houve discriminação e isolamento para o doente chamado de “leproso”, atualmente sabe-se que a hanseníase, conhecida oficialmente por este nome a partir da década de 70, é uma doença que pode ser totalmente curada se o paciente seguir corretamente todas as orientações dos profissionais de saúde. Doença silenciosa e de evolução crônica, ataca principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo.
Entre os sintomas estão manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na pele, perda da sensação térmica, ou seja, a incapacidade de diferenciar entre o frio e o quente no local afetado, diminuição da sensação de dor no local, entre outros sintomas. Nos estágios mais avançados pode haver também perda de movimento de pés e mãos, redução da força muscular, olhos ressecados e dedos atrofiados. A transmissão ocorre de indivíduo para indivíduo, por germes eliminados por gotículas da fala ou pelo contato íntimo e prolongado.
A hanseníase tem cura. O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. A cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico. O tratamento é via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos e é denominado poliquimioterapia.
É importante que se divulgue junto à população os sinais e sintomas da doença e a existência de tratamento e cura, através de todos os meios de comunicação. A prevenção baseia-se no exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença.
Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/61hanseniase.html
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Alcoolismo familiar.

Família com histórico de alcoolismo afeta cérebro de adolescente.Regiões no órgão responsáveis pela tomada de decisões sofrem mudanças. Estudo comparou jovens entre 13 e 15 anos com e sem o problema.
O trabalho reuniu 31 jovens entre 13 e 15 anos. Dezoito deles apresentava histórico de alcoolismo familiar. O restante foi usado para comparar resultado e era composto por adolescentes livres do problema. Antes do estudo, todos os participantes alegaram não ter envolvimento com o uso constante de bebida alcoólica.
Com uso de imagens por ressonância magnética, os pesquisadores estudaram a resposta dos adolescentes para tomar decisões rápidas, simulando como eles se comportariam se estivessem em uma situação de risco e que envolvesse grandes quantias de dinheiro.
Estruturas como o cerebelo e o córtex pré-frontal foram as mais afetadas, segundo os especialistas. Eles também descobriram que os jovens com casos de excesso de bebida entre os parentes apresentaram uma inibição no comportamento e diferenças na ação cerebral, mesmo quando desempenhavam as mesmas atividades do que os adolescentes livres do drama.
Para a equipe responsável pelo trabalho, essa mudança nas funções do cérebro pode afetar a tomada de decisões dos adolescentes com histórico familiar de alcoolismo. Os jovens passariam a fazer escolhas piores por conta de problemas de atenção e memória.
Os resultados finais do estudo serão publicados na revista "Alcoholism: Clinical & Experimental Research" em abril de 2012. Os cientistas acreditam que os dados poderão servir para orientar programas de combate ao alcoolismo no mundo.
Mas mesmo com os resultados, os cientistas afirmam que o histórico familiar é apenas um dos fatores que podem levar um jovem a ser dependente químico em relação à bebiba alcoólica no futuro. O ambiente onde a adolescente vive e fatores genéticos também devem ser levados em conta, segundo os pesquisadores.